No Brasil, criar um site profissional costuma custar de R$ 800 a R$ 3.000 com um freelancer e de R$ 3.000 a R$ 10.000 ou mais com uma agência, enquanto uma loja virtual costuma partir de R$ 5.000 e passar de R$ 40.000 conforme o porte (fontes: HostGator e QueroSite, 2026). Quem prefere montar sozinho num construtor paga por mês, em geral de R$ 15 a quase R$ 1.000 (Wix, 2026). O preço varia tanto porque depende menos de quantas páginas o site tem e mais do que ele precisa fazer.
Essa é a resposta honesta, e ela já mostra o problema de quem só procura "o preço de um site": não existe um preço, existem faixas, e a faixa muda conforme o trabalho. Um cartão de visita digital de uma página não custa o mesmo que uma loja com pagamento, estoque e dezenas de produtos. Este guia foi escrito para dono de empresa e de clínica, não para quem trabalha com tecnologia. Você vai entender o que faz o preço subir ou descer, as faixas reais por tipo de site, a diferença entre freelancer, agência e construtor "faça você mesmo", os custos que continuam todo mês e como descobrir o preço justo para o seu caso, sem cair em armadilha.
Importante deixar claro de saída: todos os números aqui têm fonte pública, com link e ano. Onde o mercado não tem um número confiável, eu falo em termos relativos, porque cravar valor sem fonte só atrapalha a sua decisão.
Quanto custa criar um site, sem enrolação
Se você quer uma referência rápida para começar a conversa, as faixas mais citadas pelo mercado brasileiro em 2026 são estas. A HostGator publica que um site institucional feito por freelancer fica entre R$ 800 e R$ 3.000, e por agência entre R$ 3.000 e R$ 10.000 ou mais; uma loja virtual feita por freelancer parte de R$ 3.000 a R$ 6.000 (HostGator, 2026). A QueroSite, que organiza por porte, coloca o institucional simples de quatro a cinco páginas entre R$ 2.500 e R$ 7.000, e uma loja de até 500 produtos entre R$ 12.000 e R$ 40.000 (QueroSite, 2026).
Olhando o quadro geral, a Shopify resume o custo de um projeto de site entre R$ 2.500 e R$ 50.000, dependendo do caminho e das funcionalidades (Shopify Brasil, 2025). A amplitude assusta, mas ela é honesta: site é como reforma de imóvel, o orçamento depende do que você quer dentro.
Repare que esses números são de valor único, ou seja, o que você paga para o site ficar pronto. Existem ainda os custos que voltam todo ano ou todo mês, como domínio, hospedagem e manutenção, que tratamos mais adiante. Guardar essa diferença entre "pagar para fazer" e "pagar para manter" já te coloca à frente da maioria de quem pede orçamento.
Por que o preço varia tanto: o que muda o preço de um site
Antes de comparar faixas, vale entender o que está por trás delas. O preço de um site é a soma de algumas decisões, e cada uma empurra o valor para cima ou para baixo. Quando você entende esses fatores, consegue ler qualquer orçamento e saber por que um é mais caro que o outro.
Os seis fatores que mais pesam:
- Número de páginas. Uma página de apresentação custa menos que um site com sobre, serviços, blog e contato. Mais páginas significam mais montagem, mais texto e mais revisão.
- Design sob medida ou template pronto. Usar um modelo já existente é mais barato e mais rápido. Um layout exclusivo, desenhado para a sua marca, custa mais porque é trabalho de criação do zero.
- Loja e integrações. Vender online, aceitar pagamento, controlar estoque ou conectar o site a um sistema de agendamento ou CRM acrescenta desenvolvimento. É o que mais encarece, e por isso loja virtual é sempre a faixa mais alta.
- Conteúdo. Se você já tem textos e fotos prontos, o custo cai. Se alguém precisa escrever os textos, tirar fotos ou produzir vídeos, isso entra na conta.
- SEO. Preparar o site para aparecer no Google e nas buscas é um trabalho à parte. Um site pode existir sem isso, mas não vai ser encontrado sozinho.
- Manutenção. O cuidado depois que o site está no ar (atualizações, segurança, ajustes) costuma ser um valor mensal separado, que vale a pena considerar desde o começo.
Faixas por tipo de site
Agrupando esses fatores, dá para separar os sites em três grandes tipos, do mais simples ao mais complexo. As faixas abaixo são de mercado, em reais, e servem de bússola, não de tabela fechada.
- Site institucional simples. Poucas páginas, design baseado em template, conteúdo enxuto. É o cartão de visita digital bem feito. Faixa de R$ 800 a R$ 3.000 com freelancer (HostGator, 2026), ou de R$ 2.500 a R$ 7.000 na organização por porte da QueroSite (QueroSite, 2026).
- Site profissional. Mais páginas, design pensado para a marca, textos trabalhados e preparo para aparecer na busca. É o site de uma empresa ou clínica que quer ser levada a sério e encontrada. Faixa de R$ 3.000 a R$ 14.000, dependendo de quem faz e do que entra (HostGator, 2026).
- Loja virtual. Vender online exige catálogo, pagamento, frete e, muitas vezes, integração com estoque. É o tipo mais caro porque é o que mais envolve desenvolvimento. Parte de R$ 5.000 e passa de R$ 40.000 conforme o número de produtos e funcionalidades (QueroSite, 2026).
Um ponto que ajuda a economizar sem perder qualidade: se o seu objetivo é só capturar contatos de uma campanha, talvez você nem precise de um site completo, e sim de uma landing page, que é mais simples e mais barata por ter um foco só. Saber exatamente o que você precisa evita pagar por mais do que vai usar.
Os quatro caminhos: freelancer, agência, construtor e loja virtual
O mesmo site pode sair por preços bem diferentes dependendo de quem faz e de como você paga. Existem quatro caminhos, e a confusão mais comum é misturar dois modelos de cobrança diferentes: o valor único, que você paga para o site ficar pronto, e a mensalidade, que você paga enquanto usa.
Construtor "faça você mesmo". São as plataformas em que você monta o site arrastando blocos, sem programar. Cobram uma mensalidade, em geral de R$ 15 a quase R$ 1.000 conforme o plano (Wix, 2026). É o caminho mais barato para começar e funciona para algo simples, mas você faz tudo sozinho, fica limitado ao que a plataforma permite e, se um dia quiser sair dela, costuma ter que recomeçar do zero.
Freelancer. Um profissional faz o site por um valor único. Costuma ter bom custo e contato direto com quem executa. A contrapartida é a capacidade limitada de uma pessoa só e um suporte mais frágil depois da entrega, principalmente se a pessoa ficar sobrecarregada ou sumir.
Agência. Uma equipe faz o site, também por um valor único, geralmente mais alto. Em troca, você ganha estratégia, design pensado para a marca, mais especialidades envolvidas e acompanhamento depois que o site entra no ar. Faz sentido quando o site precisa dar resultado de verdade, não só existir.
Loja virtual. Mais do que um quarto caminho, é um nível à parte: como envolve vender, integrar pagamento e organizar produtos, soma desenvolvimento que os outros tipos não têm. Por isso fica sempre na faixa mais alta, seja com freelancer ou com agência.
Os custos que continuam todo mês
Aqui mora a surpresa de quem nunca teve site: além do valor para criar, existem custos que voltam sempre. Eles são pequenos perto do projeto, mas precisam entrar no seu planejamento desde o início.
- Domínio. É o endereço do site, como suaempresa.com.br. Paga-se uma vez por ano. Um domínio comum fica na faixa de R$ 50 a R$ 150 por ano (Shopify Brasil, 2025), e um .com.br costuma sair perto de R$ 50 por ano (QueroSite, 2026).
- Hospedagem. É o "aluguel" do espaço onde o site fica guardado e disponível na internet. Paga-se por mês. Uma hospedagem compartilhada, para sites simples, fica entre R$ 10 e R$ 30 por mês, e uma mais robusta para sites com mais visitas pode ir de R$ 80 a R$ 200 por mês (HostGator, 2026). A hospedagem não é só custo: ela influencia diretamente a velocidade do site, que pesa em vendas e em busca.
- Manutenção. É o cuidado contínuo (atualizações, segurança, backups e pequenos ajustes). É opcional, mas recomendado. Planos básicos ficam entre R$ 50 e R$ 350 por mês, e os mais completos chegam a R$ 1.200 por mês (QueroSite, 2026). Para um site pequeno, manter costuma ficar na faixa de R$ 250 a R$ 500 por mês (Wix, 2026).
Somando, mesmo um site simples tem um custo mínimo de existência: o domínio uma vez por ano e a hospedagem todo mês. Quem ignora isso na hora de contratar leva susto depois.
Quando o barato sai caro
Site é uma daquelas compras em que o preço mais baixo, às vezes, é o mais caro no fim. Não para te empurrar o mais caro, mas para você não jogar dinheiro fora, vale conhecer as armadilhas mais comuns:
- Template genérico que não converte. Um site bonito mas igual a mil outros, sem pensar em quem visita, costuma não trazer cliente nenhum. Você pagou pouco e não teve retorno, o que é o pior dos custos.
- Software pirata ou "nulled". Tem quem entregue site usando programas e temas piratas para baratear. Isso traz risco de segurança, o site pode ser invadido, sair do ar ou vazar dados, e o conserto sai bem mais caro que a economia.
- Ninguém para dar manutenção. Contratar só pela entrega e ficar sem quem cuide depois é comum com freelancer sobrecarregado. Quando algo quebra, você fica na mão.
- Ficar preso a uma plataforma. Alguns construtores e fornecedores dificultam levar o seu conteúdo embora. Se um dia você quiser trocar, descobre que teria que recomeçar. Pergunte sempre se o conteúdo é seu e se dá para migrar.
- Site lento. O barato que ignora velocidade afasta visitante e atrapalha no Google. Vale entender por que a velocidade do site faz parte do resultado.
Como descobrir o preço justo pro seu caso
Em vez de perguntar "quanto custa um site", que não tem resposta única, faça uma pergunta melhor: o que esse site precisa fazer pela minha empresa? O preço justo é o que entrega isso, nem mais nem menos. Um caminho simples para chegar lá:
- Liste o que o site precisa fazer. Receber contatos? Vender online? Mostrar seu trabalho? Agendar consultas? A função define o tipo de site e a faixa.
- Separe o essencial do desejável. O que precisa estar no ar já, e o que pode entrar depois. Isso evita pagar de uma vez por coisas que você só vai usar mais tarde.
- Peça orçamentos com o mesmo escopo. Mande a mesma lista para mais de um fornecedor. Comparar preços de coisas diferentes não diz nada; comparar o mesmo trabalho mostra quem cobra justo.
- Pergunte o que está e o que não está incluso. Domínio, hospedagem, conteúdo, SEO e manutenção entram no valor ou são à parte? É aqui que orçamentos parecidos viram bem diferentes.
- Confirme que o site é seu. Você fica com o domínio, o conteúdo e o acesso? Dá para migrar no futuro? Site é um ativo da sua empresa, não pode ficar refém de quem fez.
Esse é o ângulo que a gente defende na D2UN: o preço justo de um site não vem do número de páginas, vem do que ele precisa fazer pela empresa, que quase sempre é vender. Quando chega a hora de tirar do papel, vale ter quem faz pensando em resultado, com domínio e conteúdo no seu nome, olho na velocidade e na conversão. A gente cria sites que vendem, não cartão de visita, e mostra o resultado com dado, não com promessa.
E a inteligência artificial muda o preço?
Uma dúvida cada vez mais comum é se a inteligência artificial deixou o site mais barato. A parte fácil, sim: hoje dá para gerar um rascunho de layout ou um texto inicial em minutos, e isso ajuda a baratear o começo. O que a IA ainda não faz sozinha é o que define o resultado: entender o seu negócio, escolher a estrutura que converte, escrever a mensagem certa para o seu cliente e ligar o site à medição. A IA é uma boa ajudante, não uma substituta da estratégia, e por isso ela barateia a montagem sem zerar o valor de fazer bem feito.
Tem ainda um lado da IA que vale começar a olhar como oportunidade. Assim como as pessoas perguntam ao Google, elas já perguntam ao ChatGPT e ao Gemini onde resolver um problema. Um site claro, rápido e bem descrito ajuda a sua empresa a aparecer também nessas respostas. Encare isso como um ganho a mais que já dá para preparar, sem precisar virar tudo de cabeça para baixo.
No fim, a melhor forma de não pagar nem demais nem de menos é saber o que você quer que o site faça e comparar orçamentos pelo mesmo escopo. Com isso na mão, o preço deixa de ser um mistério e vira uma decisão de negócio.